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terça-feira, 31 de março de 2015

Investigada pela "lava jato" OAS poe a venda ativos, dentre eles a Arena das Dunas em Natal

Investigado por suposto envolvimento em corrupção pela operação Lava Jato, da Polícia Federal, o Grupo OAS apresentou nesta terça-feira (31), à Justiça de São Paulo, pedido de recuperação judicial de nove de suas empresas, segundo comunicado divulgado pela própria companhia. 

O pedido inclui a Construtora OAS, OAS S.A., OAS Imóveis S.A., SPE Gestão e Exploração de Arenas Multiuso, OAS Empreendimentos S.A., OAS Infraestrutura S.A., OAS Investments Ltd., OAS Investments GmbH e OAS Finance Ltd.

"A iniciativa foi o melhor caminho encontrado pelo Grupo para renegociar suas dívidas com credores e fornecedores diante da intensa restrição de crédito verificada desde o final do ano passado. A OAS decidiu também que concentrará esforços naquilo que é sua principal vocação, a construção pesada", diz o grupo em nota.

No comunicado, Diego Barreto, diretor de Desenvolvimento Corporativo da Construtora OAS, afirma que a construtora entrou com pedido de recuperação não por falta de liquidez, mas por questões técnicas, uma vez que é garantidora dos financiamentos do grupo.

A empresa diz que suas dificuldades começaram em novembro, a partir das investigações sobre corrupção na Petrobras, "o que resultou na interrupção das linhas de crédito". "Ao mesmo tempo, clientes suspenderam momentaneamente seus pagamentos e novas contratações. Como consequência, as agências de rating rebaixaram a nota da OAS, o que levou ao vencimento antecipado de suas dívidas".

Em janeiro, as agências de avaliação de risco Fitch,Standard & Poor's e Moody's reduziram a nota de crédito da empresa após o não-pagamento de juros de dívidas.

Com o agravamento de sua situação, a OAS decidiu, ao final de 2014, suspender
temporariamente o pagamento das dívidas que venceriam a partir de janeiro.

Venda de ativos
Junto com o pedido de recuperação judicial, a OAS também informou que vai colocar à venda suas participações na Invepar (24,44% do negócio), a fatia no Estaleiro Enseada (17,5%), na OAS Empreendimentos (80%), na OAS Soluções Ambientais (100%), na OAS Óleo e Gás (61%) e na OAS Defesa (100%), além da Arena Fonte Nova (50%) e da Arena das Dunas (100%).

Segundo a empresa, após o deferimento do pedido de recuperação pela Justiça, o grupo terá 60 dias para apresentar o plano de reestruturação das dívidas aos credores e fornecedores,
que terão mais 120 dias para discutir e aprovar a proposta.

"As dívidas contraídas até a data de hoje (31 de março) serão congeladas e renegociadas. Todas as que forem feitas a partir do mês de abril serão integralmente cumpridas. Pagamentos de salários e benefícios de colaboradores não serão afetados pelo processo de Recuperação Judicial. De forma direta ou indireta, são mais de 100 mil colaboradores envolvidos", afirma o texto.

Fonte - G1 Economia

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Respirando com aparelhos! Segundo presidente, Corintians de Caicó está a um passo da falência

Raimundo Inácio Lobão, presidente do Corintians de Caicó  (Foto: Divulgação)

O ano de 2015 pode decretar a falência de um dos clubes mais importantes do interior do Rio Grande do Norte, o Corintians-RN. Sem dinheiro em caixa e sem qualquer recurso para montar o time de futebol profissional para a disputa do Campeonato Potiguar do próximo ano, o presidente da entidade, Raimundo Inácio Lobão, disse que amarga uma dívida de quase R$ 70 mil, oriunda do estadual deste ano, e que não sabe como quitar os débitos junto aos comerciantes da cidade de Caicó, na região Seridó do estado.

Nesta quinta-feira, o dirigente esteve em Natal com a intenção de se reunir com o presidente da Federação Norte-rio-grandense de Futebol, José Vanildo, mas o encontro não ocorreu. O presidente da FNF viajou a São Paulo para se reunir com Marco Polo Del Nero, futuro presidente da CBF, e deve retornar à capital potiguar no fim de semana. O objetivo da reunião entre Lobão e Vanildo seria a oficialização da retirada do Corintians do estadual de 2015.

Ao GloboEsporte.com, o dirigente do Galo do Seridó lamentou a crise financeira que o clube enfrenta. Segundo ele, a crise já dura seis anos e ainda afirmou que o clube pode decretar falência. Fundado em 1968, o único título estadual da equipe foi conquistado em 2011. Lobão, que está no clube há mais de 20 anos, foi uma das figuras responsáveis pela montagem do elenco campeão daquele ano, ao vencer o América-RN, em Caicó. Contudo, apenas as boas lembranças restaram daquela época. Financiado por políticos locais e por uma empresa de combustíveis potiguar, o Galo se tornou referência no planejamento do futebol e montou um forte elenco naquela temporada, sob o comando do treinador Pedrinho Albuquerque.

- Estou há 20 anos no Corintians de Caicó e nunca tinha me reparado com uma situação tão crítica como essa. Para ser bem sincero, estamos enfrentando problemas financeiros nos últimos seis anos e não vejo outra saída a não ser a falência. Em 2001, quando fomos campeões estaduais, por exemplo, eu atuava como diretor de futebol, mas tomava conta do clube. Nessa época, tínhamos mais empresários e políticos que vivenciavam a rotina do clube. Os torcedores geravam uma pequena receita para o clube, com o pagamento de carnês, uma espécie de sócio-torcedor. Eram bons tempos em que tínhamos recursos para contratar bons jogadores e termos uma estrutura adequada para o clube - recorda.

No estadual desse ano, a folha salarial do Corintians era de quase R$ 50 mil, destinada exclusivamente ao pagamento do treinador, da comissão técnica e dos jogadores. O Estádio Marizão, em Caicó, não tinha custos para o clube já que o poder executivo era parceiro. Outra baixa nos recursos do clube foi após o período eleitoral, já que alguns políticos que ajudavam o time não conseguiram se eleger.

- O político que me ajudava ultimamente não conseguiu se eleger. Ficou ainda mais complicado. Dos empresários de Caicó, poucos ajudavam o clube e o máximo que recebia eram uns R$ 3 mil, que dava para pagar o salário de três jogadores - explica.

Fonte - Globo Esporte RN

Niltinho Comenta: A torcida caicoense está meio que atônita com esta informação dada pelo presidente a imprensa da capital. Apesar das dificuldades apresentadas por Lobão aqui mesmo no nosso blog em entrevista recente, a maioria dos torcedores ainda acreditava que uma carta fosse retirada da manga e o galo ressurgisse das cinzas.

Diante do quadro desolador apresentado resta torcer para uma solução financeira que pelo menos mantenha o clube ativo, mesmo que fora do estadual, mas com expectativas de um retorno breve. Não é demais relembrar casos como o do São Gonçalo que sai de cena alguns anos atrás e sumiu de vez. Esse hoje sem dúvida alguma é o maior temor por partes dos fanáticos do galo do Seridó.